Fui Bocage, o Rei das Broncas !

Nasci Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage, em Setúbal no dia 15 de Setembro de 1765 e morri em Lisboa em 1805. Dizem que fui um dos maiores poetas portugueses e possivelmente o maior representante do arcadismo lusitano.

Herdei o Barbosa por parte do pai e o Hedois du Bocage do avô materno.Apesar das numerosas biografias publicadas após a minha morte, boa parte da minha vida permanece um mistério. Fui um homem moderno, pois acreditei sempre mais no sexo do que no amor.

Por causa das minhas broncas e da minha vida boémia estive engavetado no Limoeiro, no cárcel da Inquisição, no Real Hospício das Necessidades e até no Convento dos Beniditinos. Foi aí que Frei José Veloso me conseguiu pôr a viver de forma mais decente e recatada.

Morri de aneurisma numa rua do Bairro Alto.Também é lá do alto, que me puz a olhar para este Portugal e para o Mundo de hoje, e resolvi escrever neste blog umas novas broncas.

Nos meus tempos fui perseguido pela Inquisição e pelo Pina Manique, depois veio o Salazar com os seus esbirros da Pide, agora os governos de turno tentam impedir as criticas com perseguições modernas, com as Finanças a perseguir pelo IRS, escutas telefónicas, perseguições nas carreira e etc., etc., mas como eu já estou morto...o pior é para aqueles que ainda estão vivos !

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

O fundamentalismo laico !

Homília do Cardeal Tarcisio Bertone

Diz o DN:«O cardeal Tarcisio Bertone aproveitou o 90.º aniversário das aparições de Fátima para apelar à "rebelião" dos cristãos. E denunciou "a negação de todo e qualquer valor real" em nome da sociedade aberta. Estas palavras do secretário de Estado do Vaticano significam que a Igreja Católica está cansada de estar à defesa e sente necessidade de reconquistar terreno.

Em Portugal, na Europa, no mundo. Após séculos como força dominante da sociedade ocidental (não esquecer que o Papa era o mais importante dos soberanos), a Igreja Católica tem perdido terreno desde a Revolução Francesa, à medida que as sociedades se tornam modernas e, sobretudo, laicas.

É legítima a preocupação da hierarquia católica em reconquistar a influência perdida, sendo que o Vaticano parece mais preocupado com os "senhores deste tempo" (intelectuais, políticos, empresários, cientistas) do que com as práticas laicas oficiais dos Estados. Mas a legitimidade dessa preocupação não significa que a sociedade em geral tenha de aceitar automaticamente como natural a influência que a Igreja ambiciona reconquistar.»

Comentário - O problema não está em que a "sociedade em geral tenha que aceitar a influência das Igrejas", o problema está em que a grande maioria dos crentes de todas as religiões, em Portugal e quase todos os países do Mundo tenham que aceitar as imposições de uma minoria de não crentes (em Portugal não passam de 4 ou 5%) que em nome dum laicismo fundamentalista, tentam impor aos crentes as suas "diatribes" !

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Todos somos judeus...é "como quem diz" !

Judeus "chocados" com a violação do seu cemitério

Expresso de 26 de Setembro : «A comunidade judaica está "chocada" com o que aconteceu esta madrugada no cemitério judeu de Lisboa, junto ao Alto de S.João. Dois skinheads foram detidos pela PSP quando vandalizavam várias campas. Foram destruídas 17 sepulturas, algumas foram pintadas com a suástica nazi e noutras foram mesmo arrancadas as placas de identificação.

Numa declaração exclusiva para o Expresso, o presidente da Comunidade Israelita de Lisboa (CIL), José Oulman Carp, disse que "a comunidade judaica está chocada com o que aconteceu e com o facto de situações destas terem chegado a Portugal".

Segundo fonte policial, um dos detidos, Carlos S., é arguido no processo dos skinheads, que recentemente levou à prisão um dos líderes do movimento, Mário Machado. Carlos S. é acusado de discriminação racial e ofensas à integridade física. O segundo skinhead detido, João D. foi também investigado no âmbito deste mesmo processo, mas não lhe foi deduzida acusação.»

Os judeus estão certos na sua indignação , profanar um cemitério só demonstra selvajaria, e não há nenhum tipo de motivo, a não a ser a "barbárie" que justifique um acto desses !

Mas será que em Portugal só se profanam cemitérios judaicos ?

Mais de 200 campas danificadas em Âncora

A população de Âncora, no concelho de Caminha, foi surpreendida no passado domingo com um cenário de destruição “inacreditável”. O cemitério foi completamente vandalizado por um grupo de jovens que deixou ainda marcas de violência num automóvel, numa rectroescavadora e numa loja de móveis.

Segundo as ‘contas’ da Junta de Freguesia, 204 das 220 sepulturas do cemitério ancorense foram profanadas, o que provocou um estado de grande revolta entre os populares, que se mobilizaram no sentido de apurar eventuais responsáveis pelos actos de vandalismo.“Isto é inacreditável, não dá para compreender como é possível fazer um atentado terrorista desta envergadura.

"Limitaram-se a destruir tudo, apenas com o objectivo de fazer mal”, reclamou Vítor Alves, apontando para crucifixos partidos, tampos e cabeceiras rebentados, fotografias e elementos decorativos esfarrapados. Os jazigos ficaram também sem janelas e portas.O pároco de Âncora, Fernando Loureiro, condenou veementemente um acto que classificou “do mais puro e vil terrorismo”, frisando que nunca - em 57 anos de vida e 31 como sacerdote – “tinha visto ou ouvido falar numa coisa assim”.

Ao longo do dia, os titulares das campas foram avaliando a dimensão dos estragos, reconhecendo que “vão ser precisas algumas centenas de euros” – como vaticinou Agostinho Gonçalves, perante a sepultura dos pais, que até nem foi das mais danificadas.De resto, entre a população houve já quem lançasse suspeitas sobre eventuais interesses comerciais na origem do vandalismo, “porque agora vai ser preciso arranjar as sepulturas”. Mas a grande maioria aponta baterias a grupos de marginais.“Isto só pode ser coisa de drogados. Temos por cá muitos. Podem nem ser da freguesia, mas de longe não são de certeza. Por isso, mais tarde ou mais cedo, algum deles vai bater com a língua nos dentes e, depois, vamos ver”, ameaçou Artur Santos.

Mais cemitérios profanados ( Segundo o DM)

19 DE MARÇO 2003 - CEPOS, ARGANIL Cerca de centena e meia de campas do cemitério foram vandalizadas pela madrugada. Práticas de bruxaria poderão ter estado na origem da destruição.

27 DE MARÇO - ARRIFANA, SANTA MARIA DA FEIRA
Pela terceira vez em sete meses, o cemitério foi vandalizado, deixando para trás achados macabros como maçãs cozidas em linha vermelha.

5 DE ABRIL - TOCHA, CANTANHEDE O cemitério local foi vandalizado por indivíduos que destruíram cruzes, jarras, lamparinas e arranjos florais. Foram ainda deixadas mensagens escritas em campas.

4 DE MAIO - DARQUE, VIANA DO CASTELO A campa do falecido padre da freguesia foi encontrada ladeada por dois crânios de animais (com répteis enrolados), sírios e inscrições a sangue do número 666 e a estrela de David.

7 DE OUTUBRO - ALQUERUBIM, ALBERGARIA A bruxaria andou à solta no cemitério local durante a madrugada. Uma toalha estendida com mesa para três, velas a arder, bebidas, charutos, moedas e um leitão vivo a passear foram encontrados como restos de um banquete.

26 DE OUTUBRO - MOITA Três jovens de uma escola apostaram entre si e um deles teve de ir furtar uma caveira ao cemitério local, pendurando-a depois numa árvore com um cigarro preso nos maxilares.

Conclusão - Parece que a única diferença, é que nestes casos não houve mostras de indignação pela parte das autoridades de um país que é maioritariamente católico !

Por outro lado, e até por razões de cultura geral, recomenda-se a todos, a leitura das Cartas de Inglaterra - O Israelismo -, escrito pelo nosso grande escritor Eça de Queiroz, nos finais do século XIX, onde ele retrata com a sua habitual mestria, os problemas que existiam na Alemanha entre judeus e alemães já nesses tempos, e recomenda soluções que se tivessem sido seguidas por uns e outros, talvez tivessem evitado o aparecimento do nazismo e do Holocausto !

Holocausto. O que terá provocado o ódio dos alemães ao judeu ?

Cartas de Inglaterra - O Israelismo (Eça de Queiroz)"

O Holocausto, o genocídio dos judeus pelos alemães existiu, ninguém o pode negar. Apenas se pode discutir o total número de vítimas . Mas o que terá provocado esse ódio dos alemães ao judeu ?

Escreve Eça de QueirozMas que diremos do movimento na Alemanha? Que em 1880, na sábia e tolerante Alemanha, depois de Hegel, de Kant e de Schopenhauer, com os professores Strauss e Hartmann, vivos e trabalhando, se recomece uma campanha contra o judeu, o matador de Jesus, como se o imperador Maximihiano estivesse ainda, do seu acampamento de Pádua, decretando a destruição da lei rabínica e ainda pregasse em Colónia o furioso Grão de Pimenta, geral dos dominicanos –, é facto para ficar de boca aberta todo um longo dia de Verão.

Porque enfim, sob formas civilizadas e constitucionais (petições, meetings, artigos de revista, panfletos, interpelações), é realmente a uma perseguição de judeus que vamos assistir, das boas, das antigas, das manuelinas, quando se deitavam à mesma fogueira os livros do rabino e o próprio rabino, exterminando assim economicamente, com o mesmo feixe de lenha, a doutrina e o doutor.»

«Mas o mais extraordinário ainda é a atitude do Governo alemão: interpelado, forçado a dar a opinião oficial, a opinião de Estado sobre este rancor obsoleto e repentino da Alemanha contra o judeu, o Governo declara apenas com lábio escasso e seco «que não tenciona parara alterar a legislação relativamente aos israelitas».

«Deixa a colónia judaica em presença da irritação da grossa população germânica — e lava simplesmente as suas mãos ministeriais na bacia de Pôncio Pilatos. Não afirma sequer que há-de fazer respeitar as leis que protegem o judeu, cidadão do império; tem apenas a vaga tenção, vaga como a nuvem da manhã, de as não alterar por ora!»

O motivo do ódio anti-semítico

« O motivo do furor anti-semítico é simplesmente a crescente prosperidade da colónia judaica, colónia relativamente pequena, apenas composta de quatrocentos mil judeus; mas que pela sua actividade, a sua pertinácia, a sua disciplina, está fazendo uma concorrência triunfante à burguesia alemã.

A alta finança e o pequeno comércio estão-lhe igualmente nas mãos: é o judeu que empresta aos estados e aos príncipes, é a ele que o pequeno proprietário hipoteca as terras. Nas profissões liberais absorve tudo: é ele o advogado com mais causas e o médico com mais clientela: se na mesma rua há dois tendeiros, um alemão e outro judeu, o filho da Germânia ao fim do ano está falido, o filho de Israel tem carruagem! Isto tornou-se mais frisante depois da guerra: e o bom alemão não pode tolerar este espectáculo do judeu engordando, enriquecendo, reluzindo, enquanto ele, carregado de louros, tem de emigrar para a América à busca de pão.»

A ostentação judaica

«Mas se a riqueza do judeu o irrita, a ostentação que o judeu faz da sua riqueza enlouquece-o de furor. E, neste ponto, devo dizer que o Alemão tem razão. A antiga legenda do israelita, magro, esguio, adunco, caminhando cosido com a parede, e coando por entre as pálpebras um olhar turvo e desconfiado – pertence ao passado.

O judeu hoje é um gordo. Traz a cabeça alta, tem a pança ostentosa e enche a rua. É necessário vê-los em Londres, em Berlim, ou em Viena: nas menores coisas, entrando em um café ou ocupando uma cadeira de teatro, têm um ar arrogante e ricaço, que escandaliza. A sua pompa espectaculosa de Salomões "parvenus" ofende o nosso gosto contemporâneo, que é sóbrio. Falam sempre alto, como em país vencido, e em um restaurante de Londres ou de Berlim nada há mais intolerável que a gralhada semítica. Cobrem-se de jóias, todos os arreios das carruagens são de ouro, e amam o luxo grosso. Tudo isto irrita.

Mas o pior ainda na Alemanha é o hábil plano com que fortificam a sua prosperidade e garantem o luxo, tão hábil que tem um sabor de conspiração: na Alemanha, o judeu, lentamente, surdamente, tem-se apoderado das duas grandes forças sociais – a Bolsa e imprensa. Quase todas as grandes casas bancárias da Alemanha, quase todos os grandes jornais, estão na posse do semita. Assim, torna-se inatacável. De modo que não só expulsa o alemão das profissões liberais, o humilha com a sua opulência rutilante e o traz dependente pelo capital; mas, injúria suprema, pela voz dos seus jornais, ordena-lhe o que há-de fazer, o que há-de pensar, como se há-de governar e com que se há-de bater!

Tudo isto ainda seria suportável se o judeu se fundisse com a raça indígena. Mas não. O mundo judeu conserva-se isolado, compacto, inacessível e impenetrável. As muralhas formidáveis do Templo de Salomão, que foram arrasadas, continuam a pôr em torno dele um obstáculo de cidadelas. Dentro de Berlim há uma verdadeira Jerusalém inexpugnável: aí se refugiam com o seu Deus, o seu livro, os seus costumes, o seu Sabbath, a sua língua, o seu orgulho, a sua secura, gozando o ouro e desprezando o cristão. Invadem a sociedade alemã, querem lá brilhar e dominar, mas não permitem que o alemão meta sequer o bico do sapato dentro da sociedade judaica.

Só casam entre si; entre si, ajudam-se regiamente, dando-se uns aos outros milhões – mas não favoreceriam com um troco um alemão esfomeado; e põem um orgulho, um coquetismo insolente em se diferençar do resto da nação em tudo, desde a maneira de pensar até à maneira de vestir. Naturalmente, um exclusivismo tão acentuado é interpretado como hostilidade – e pago com ódio.»

E Eça continua, aconselha também o que teriam que fazer os alemães usando a mente e o músculo , para combater a hegemonia judaica. Isto foi escrito cerca de 60 anos antes do Holocausto, e se tievesse lido e assimilado por uns e outros, talvez o tivesse evitado ! Aconselha-se a leitura do texto completo.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Che Guevara - O outro lado do mito

O carrasco por detrás do herói, ícone e até "santo" !


Ernesto Guevara Lynch de la Serna, mais conhecido por Che Guevara ou El Che, nasceu em 14 de Junho de 1928, em Rosário Argentina e morreu executado em 9 de Outubro de 1967, em La Higuera Bolívia.


Em 1967, o autor deste blog vivia no Peru, trabalhando como Eng.º de transmissão num canal de TV, pertencente a uma empresa espanhola. Diziam os "cholitos" peruanos funcionários dessa empresa, que não gostavam dos argentinos, devido a sua arrogância por pensarem que eram os únicos "brancos" da América Latina, que eles "Eram fruto da pior mistura que havia no Mundo - espanhóis com italianos - e que o melhor negócio que havia na Terra, era comprar um argentino por aquilo que ele valia, e vendê-lo por aquilo que ele dizia valer !"

Ernesto Guevara era de origem Basca e Irlandesa, mas pessoalmente creio que esta definição é a que melhor se pode aplicar a Che Guevara ! Morreu estupidamente por uma revolução que não era a sua !

Diz o artigo do DN. «"Disparei uma bala de calibre 32 contra o hemisfério direito do seu cérebro que saiu pela têmpora esquerda. Ele gemeu por uns momentos e depois morreu." Esta é a fria descrição feita por Ernesto Guevara do momento em que executou Eutimio Guerra, um camponês que servia de guia aos "barbudos" na Sierra Maestra e que se revelou um traidor. É o outro lado do revolucionário que ficou esquecido atrás da imagem de herói de Che, que começou a nascer no dia da sua morte, há 40 anos, em La Higuera, na Bolívia.

"The Hidden Face of Che" (A Face Escondida de Che), escrita pelo exilado cubano Jacobo Machover, é a mais recente biografia do médico cubano-argentino que se juntou a Fidel Castro no México, chegou a Cuba no iate Granma e após três anos de guerrilha nas montanhas cubanas, entrou vencedor em Havana.

No livro, destaca-se o papel de Che e o seu envolvimento na execução dos "traidores" e dos "contra-revolucionários", nomeadamente na prisão de La Cabaña onde em seis meses, diz o autor, foram executados 180 prisioneiros após julgamentos sumários. "Ele subia a um muro e deitava-se de costas a fumar um charuto enquanto assistia às execuções", escreve Machover, citando um dos antigos camaradas de Che, Daniel Alarcón Ramirez. "Atacar uma figura quase lendária não é uma tarefa fácil", disse o autor ao The Sunday Times.
"Ele tem tantos defensores. Eles forjaram o culto de um herói intocável", acrescenta, apontando, antes de mais, o dedo aos "intelectuais" franceses que visitaram Havana nos primeiros anos do regime. Mas os seus carrascos acabaram também por ser aqueles que potenciaram o mito. Depois de capturado a 8 de Outubro de 1967 na quebrada do Churo, após 11 meses de guerrilha na Bolívia, Che Guevara foi executado um dia depois.

Além da célebre fotografia de Alberto Korda, tirada em 1960, as imagens do seu cadáver do boliviano Freddy Alborta, a lembrar as de um Cristo barroco, também serviram para o imortalizar. Depois de o exporem à curiosidade mundial, os seus executores cortaram-lhe as mãos - para dificultar a identificação - e enterraram-no em segredo.

O corpo só seria descoberto três décadas depois. Tendo sido morto aos 39 anos, Che também escapou à decadência física, que agora vemos em Fidel Castro (dois anos mais velho), e à decadência política daquilo em que acreditava e que culminaria na queda do muro de Berlim e da União Soviética. Na realidade, a vida do Che esteve marcada pelas derrotas.

"Como médico, nunca exerceu a profissão. Como ministro e embaixador, não conseguiu o que queria. Como guerrilheiro, foi eficiente apenas a matar por causas sem futuro", disse à revista brasileira Veja o historiador cubano Jaime Suchlicki.

Santo Che?

Após a morte de Che instalou-se na Bolívia "uma espécie de culto, de um novo santo que não figura no calendário da Igreja - Santo Ernesto de La Higuera", escreveu Pierre Kalfon na biografia Che - Ernesto Guevara, uma lenda do século. "Reza a tradição que aqueles que morreram de morte trágica têm o poder de realizar os desejos e fazer milagres", acrescenta. Este culto ainda se mantém vivo. "Para eles, ele é como outro santo qualquer", disse o padre Agustin, da paróquia de Valleverde ao The Observer: "Não posso fazer nada."

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Democracia política "versus" democracia religiosa !

Democracia Política

Nas últimas eleições legislativas portuguesas de 2005, os resultados foram:

Eleitores inscritos 8.785.227 - Votantes 5.712.427, o que significa que 3.072.800 eleitores preferiram ...ficar em casa e não comparecer nas eleições. Os resultados foram:

PS - 45,05% - 2.573.406 votos (votantes) cerca de 29% dos eleitores inscritos
PPD/PSD - 28,7% - 1.639.240 votos (votantes) cerca de 19% dos eleitores inscritos
PCP/PEV - 7,56% - 432.000 votos (votantes) cerca de 4,9 % dos eleitores inscritos
CDS/PP - 7,26% - 414.922 votos (votantes) cerca de 4,7 dos eleitores inscritos
BE - 6,38% - 364.407 votos (votantes) cerca de 4,1% dos eleitores inscritos

Outros seis diversos pequenos partidos, tiveram cerca de 121.099 votos (votantes) e não tiveram direito a qualquer lugar na Assembleia Nacional. Examinando os resultados descritos acima, verificamos que:

Embora se diga que Democracia é um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos - POVO- , directa ou indirectamente, por meio de representantes eleitos livremente para o representar. - há mesmo uma frase famosa, que diz que democracia é o "Governo do Povo, pelo Povo e para o Povo" - o Partido Socialista que teve apenas 29% dos votos dos portugueses inscritos como votantes, faz o que quer na Assembleia, estando-se totalmente nas "tintas" para os partidos da oposição que também representam o POVO, e que apenas fazem papel de "figurantes" nas votações legislativas.

Com o poder dos seus 29% de votos, fecha urgências hospitalares, fecha maternidades, sobe o IVA, sobe impostos, corta subsídios a deficientes e outros, sobe taxas moderadoras, limita carreiras públicas, com o novo código penal solta homicidas perigosos, enfim uma barbaridade de abusos "Sucia...listas". Mas vá lá, pelo menos andou a distribuir embrulhos com computadores pelas escolas, onde seguramente alguns alunos mal sabem escrever o português !

Democracia religiosa

Segundo o Censo de 2001, os portugueses disseram que em assuntos de religião, as suas crenças estão distribuídas da seguinte forma:

Igreja Católica 84.5%, outras Igrejas Cristãs 2.2%, outras religiões O,3%, desconhecidos 9%, não crentes 3.9% . "Portugal a Country Study" a História de Portugal do Congresso dos EUA, diz mesmo que aproximadamente 97% da população se declara católica, embora só cerca de um terço vá à missa ou receba a comunhão regularmente, mas todos querem ser baptizados, casados e enterrados pela Igreja Católica !.

Mas neste assunto da religião, já não há democracia, e os 3,9% de não crentes tentam a tudo o custo mandar nos outros 86 ou 87% de crentes, e fartam-se de gastar saliva, papel e ondas hertzianas para impor o seu ateísmo !

Já imaginaram o PCTP/MRPP a impor as suas ideias ao PS ? E porque não ? Tem a mesma lógica !

Mas com um atrevimento e falta de respeito do "caraças"e em nome de uma pseudo-democracia laica, mandam retirar os crucifixos das escolas e edifícios públicos, para não ofender os não cristãos, querem tirar a assistência religiosa católica nos hospitais, querem acabar com os capelães das Forças Armadas, e se o Santo António não se põe a pau até o título honorário de tenente-coronel do exército, concedido por D. Maria I, pela vitória do Buçaco, lhe lhe é retirado !

Já agora uma pequena curiosidade - Os crentes, judeus, cristãos e muçulmanos ( cerca de 3.000.000.000) que crêm em Deus criador e aceitam a Génesis da Bíblia, aceitando portanto Deus ccmo criador da sua vida.

Os não crentes têm à escolha as duas hipóteses cientificas mais aceites.

A hipótese Heterotrófica

»...Que diz que a vida foi criada sob acção de relâmpagos ou da radiação ultravioleta, os compostos necessários à vida teriam sido formados na atmosfera e carregados pelas chuvas aos oceanos, que passariam a ter as características de uma "sopa quente e rala". »

São portanto filhos de uma faísca !´

A hipótese da Panspermia.

Que diz que «os seres vivos não se originaram em nosso planeta, mas sim em outro ponto do universo, tendo sido transportados pelo espaço cósmico, possivelmente sob forma de esporos. Seus defensores argumentam que o lapso de tempo necessário à evolução da vida seria maior que os 4,5 biliões de anos desde a formação da Terra, mas não oferecem nenhuma idéia de onde ou como a vida teria realmente surgido.»

São portanto extra-terrestres !

Qual preferem ?

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Quem raptou Madeleine ?

Quem raptou a pequena Madeleine ?

Para ver se conseguia decifrar este mistério do rapto da pequena Madeleine, agora que os pais da criança voltaram a convencer a polícia inglesa da "teoria do rapto", o autor deste blog, consultou uma conhecida vidente, pitonisa, bruxa ou mulher de virtude, muito conhecida nos meios cor de rosa, via telemóvel, numa manhã em que foi o 50.000º a ser atendido, pelo simples custo de 60 cêntimos mais IVA. Vejamos o que disse a pitonisa:

1ª hipótese- Foi a empregada do "Ocean Club" !

A empregada que tinha sido "enganada" pelo patrão, e este se recusou a casar com ela, raptou a criança para ver se o obrigava a dar o nó matrimonial. Hipótese com muita possibilidade, pois até já foi mencionada no "site" do príncipe "Carlinhos".

2º hipótese - Um homem escondido nos apartamentos

História mal-contada pelo pai da criança, que contou à polícia inglesa que quando foi ao apartamento ver a filha às 21.00, o raptor já devia estar escondido no apartamento ! História que nunca contou à polícia portuguesa.

3ª hipótese - Foi o nosso PR !


A intenção é boa, pois mandou raptar a criança e tem-a escondida em Belém, para obrigar os ingleses a comprar terrenos em Boliqueime !

4ª hipótese - Foi o nosso primeiro !

Tem-a escondida em São Bento para obrigar o Gordon Brown a vir à cimeira entre a UE e a África, e a dar um beijinho na testa do presidente Mugabe, ou caso contrário, não lhe devolve a garota !

5ª hipótese - Foi o Cristiano Ronaldo !

Como o rapaz tem muita dificuldade em conseguir miúdas que se metam na cama com ele, e gostava muito de ter uma menina, tem-a escondida em Manchester !

6ª hipótese - Foi o nosso prémio Nobel da literatura !

Tem-a escondida nas Canárias para se inspirar a escrever mais um romance, sem parágrafos, e com mais de 60.000 palavras a seguir umas às outras !

7ª hipótese - A mais séria. Foi Deus Nosso Senhor !

A mais viável, pois Deus teve pena da pobre criança, que passava a vida a ser drogada, para ficar bem dormida, e permitir que os pais fossem para os copos sem que ela os chateasse.

O Senhor compadeceu-se da Madeleine , e levou-a com Ele para o Paraíso !

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

...Contra os canhões...ajoelhar, ajoelhar !

UMA VERGONHA DE GOVERNANTES, UNS COBARDOLAS ! AJOELHAM-SE À PRESSÃO INGLESA ! MUDEM A LETRA DO HINO !

COORDENADOR DA JUDICIÁRIA DEMITIDO POR ORDEM INGLESA !

Diz o CM de 3 de Out.:«Gonçalo Amaral, coordenador da Polícia Judiciária de Portimão, foi ontem demitido. Fazia 48 anos e a prenda de aniversário da polícia que serve há 17 já se adivinhava desde as primeiras horas da manhã. Alípio Ribeiro ficou furioso com as declarações que leu no ‘Diário de Notícias’ – e que eram atribuídas a Gonçalo Amaral – e ao princípio da tarde era-lhe comunicada a cessação da comissão de serviço.

Paralelamente, a pressão inglesa era intensa. Sempre que as críticas subiam de tom às autoridades do nosso país, o “ódio” concentrava-se em Gonçalo Amaral. Ainda anteontem um diário britânico dizia que o coordenador da PJ só trabalhava “quatro horas e meia por dia” e que não tinha ainda investigado muitos dos avistamentos denunciados ao longo do processo.“Foi a primeira vítima e serve para bode expiatório para os ingleses”, disse um responsável da PJ ao CM, traduzindo o desconforto ontem vivido por muitos outros que, ao longo do dia, estranhavam a demissão daquele responsável.

O "Ultimatum" do Século XXI

Se Henrique Lopes de Mendonça ainda fosse vivo, em vez de terminar o hino nacional, escrito como um manifesto contra o "ULTIMATUM" e prepotência dos peneirentos ingleses, que se esquecem que se não fosse a ajuda dos "Yankees" na 2ª guerra mundial, hoje falariam alemão, em vez de terminar o nosso hino nacional com :

...contra os canhões marchar, marchar !

teria terminado o hino, agora que os nossos governantes, hoje republicanos, cedem de novo às injustas pressões inglesas com:

...contra os canhões ajoelhar, ajoelhar !